Recorro aqui sempre que há muita coisa explodindo na mente e que precisa ser organizada em palavras, pois de certa forma as vezes dá a impressão de que as coisas ficam mais claras.
Resumidamente, acho que não vejo mais nada de bom em fazer curso superior. Virou um estorvo, uma chatice, algo feito pra me atormentar. Tem que aprender o que está estipulado e seguir cronogramas que não respeitem um terço do que eu quero fazer. Eu me interesso pelos conteúdo, pelo conhecimento, mas não gosto da forma estúpida que tenho que me submeter. Eu não quero nada disso. Talves eu até posso suportar, mas há momentos que você quer jogar tudo fora, perde a paciência com tudo, quer que algo aconteça, quer fazer do seu jeito, mas não controlamos o andamento do mundo. Enquanto o tempo acelera e pede pressa, eu me recuso, faço hora, vou na valsa. Mas até quando eu posso fazer hora? A tendência é piorar, as datas ficarem mais apertadas, eu ficar mais agoniada e menos feliz.
Eu adorei minhas férias, e não é por preguiça e falta de energia pra nada, é porque foram produtivas: eu li muita coisa e sobre o que eu estava afim de ler, e com certeza aprendi muito, vi documentários, filmes, comecei com ativismo, discuti ideias, mudei de ideia, aprendi muita coisa vivenciando. Foi muito próximo do ideal de felicidade 'intelectual' que eu consegui atingir, e me sinto extremamente ameaçada pelo início do ano letivo. Lá vou eu ser corrompida pela idiotice da vida acadêmica. Enquanto todo mundo espera a cura do mal. E a loucura finge que isso tudo é normal. Eu finjo ter paciência.