terça-feira, 8 de novembro de 2011

E minhas mandiocas?

Mais um fim de semestre e acontecimentos bombando pela cidade e dentro da Bolha. A democracia representativa, os abusos de poder, o mercado, a industrialização, os bancos, a desigualdade, nada disso nos representa, ou não representa aquilo que realmente precisamos. Ter forças pra construir seu ideal é a parte mais difícil, forças negativas de chacotas reaças, afazeres inúteis que tomam seu tempo, te fazem esmurecer e deixar de lado ou pra depois aquilo que é mais importante pra você, aquilo que você realmente quer pra sua vida. Trade off infinito, se eu não der conta logo de fazer o que tem que ser feito e deixar de procrastinar: só mais um fim de semestre, só mais três semanas alienada lendo e decorando coisas que esquecerei completamente no final do semestre...
Mais difícil do que debater com quem realmente se denomina seu inimigo ideológico, é debater com quem mal se interessa pelos assuntos, apenas vive sua vida privada garantindo um futuro melhor para si. É quase inútil debater com quem não entende seus objetivos de vida, que são totalmente opostos aos delas, e muitas vezes, nem entendem tal diferença. As vezes, no meio de discussões sobre a cidade, a universidade, a polícia, a política, os políticos, a mídia, eu me pego puta comigo mesma por não ver tanto sentido em discutir. Se a prática do que penso quase não se relaciona com lutas dentro da cidade, enfrentamento pacífico com policiais e etc, por que eu vou ficar discutindo isso? Deveria desprender meu tempo em outras coisas. Esse tipo de coisa só te deixa com raiva e dá mais motivos pra te zoarem depois, porque com certeza, o lado mais forte, ganhará. Talvez seja só o desejo, de que se um dia as pessoas souberem as verdades sobre os fatos, elas podem até pensar em me dar razão, puro ego! Devo parar com essa palhaçada!
E no meio de tudo isso, eu sempre chego a conclusão, de que eu só queria poder plantar mandiocas. Convencer  os outros a fazer o mesmo, ah, isso vai depender das circunstâncias, pois ainda há muita história pra rolar.

domingo, 25 de setembro de 2011

Minha nossa, é só ficar longe que logo eu penso em você!

Continuas sendo minha joinha. A pessoinha que tá do meu lado, predisposta a passar por cima de várias coisas pra construir isso até quando for possível. Altos e baixos que vamos vivendo a cada dia e descobrindo coisas boas e não tão desejáveis um do outro. A vontade de resolver nossos problemas sem encerrar as coisas facilmente ou sem esconder ou guardar sentimentos ruins pra depois surgir no pior momento. Toda vez que te levo no ponto de ônibus, é triste. Mais triste quando te levo só até o portão. Feliz é quando você chega e eu sei que temos horas pra passar juntos, rindo, falando besteira, discutindo sobre milhares de coisas.
Nesse nossa desbravar, emanemo-nos amor! 
Eu sei que sempre perco a paciência e tenho sentimentos de posse, mas eu não sei o que fazer com estes sentimentos. Eu tenho sorte de você ser calmo e paciente. :)
Aliás, eu tenho sorte de te ter!
Quanto ao resto...na mesma merda. Trabalhos, provas, cotidiano, que não fazem sentido pr'aquilo que desejo, e a sensação de que os objetivos estão cada vez mais distantes. Mas tudo sempre pode ser pior, não é mesmo? Se eu não pegar REC, digamos que falta dois meses pra acabar a pior fase desse curso. Aí pode ser que fiquei menos horrível. Ao menos agora eu tenho a Arte dos Muros. :)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Fases


Quando adolescente, claro, que há a fase de curtição, que você quer ficar, beijar, transar com várias pessoas, sem distinção. Depois aos 20-25 anos querem ou se dedicam à conquistar uma estabilidade na vida. Arruma um emprego, estudar pra ter alho melhor depois, encontrar alguém com quem compartilhar isso tudo, ou pelo menos que sirva pra apresentar pra família, algumas das coisas que fazem. Quando conseguem isso, mesmo com suas dificuldades (não se dar tão bem com os estudos, tem um trabalho que te exige muito, ou uma companhia que não vale tanto a pena), consegue-se uma certa estabilidade em uma certa idade, mesmo que não seja lá exatamente o ideal. Aí, eles se dão conta de onde vivem de como podem melhorar, provavelmente já conseguem juntar uma grana, graças à estabilidade de vida, e começam a planejar uma vida mais tranquila, planejam comprar um sítio, com árvores frutíferas, um cachorro bobão, churrasqueira, e longe da cidade. Querem isso mesmo que seja só pra passar fins de semana, mas as vezes até querem fugir mesmo da cidade. 
Acho que pulei muitas fases e já quero partir pra fuga da cidade. Não tive a fase de curtição, quase não fiquei com ninguém na vida. Aparentemente eu sempre estive na fase de estabilidade, pra quem vê de fora minha vida parece bem certinha, planejada e que promete ser muito próspera, mas não é bem assim. O técnico, que foi o que me deu mais responsabilidade, foi escolhido sem querer, bem arbitrariamente, meio que por experimentação. Acho que tenho a mania de querer fazer tudo bem feito, e por isso foi bacana. Entrar na faculdade foi outra coisa sem querer, prestei só pra saber como era a prova, e bizarramente passou, e todos acham que sou super inteligente, e simplesmente não sei como aconteceu. Se eu arrumasse um emprego agora, pronto, seria a melhor garota da família. Mas eu só arrumaria o emprego pra conseguir a casa do Trópico, ou ao menos sair de casa. 
Não sei se um dia eu vou me arrepender de ter pulado tantas fases. Talvez eu realmente tenha outras prioridades, e tenha que viver momentos diferentes mesmo, nunca vou ter certeza. Talvez a Plebe me entenda:
Há uma espada sobre minha cabeça, é uma pressão social que não quer que eu me esqueça! Que tenho que trabalhar, que tenho que estudar, que tenho que ser alguém, que eu não posso ser ninguém.

sábado, 20 de agosto de 2011

3 anos!

Há três anos resolvemos nos conhecer pessoalmente. Eu lembro bem, sai da minha primeira aula ao ar livre da matéria de sistemas e ecossistemas e te encontrei na entrada da ETESP. À princípio nada de muito especial, não te achei feio, mas também não via o que te admirar. Um garoto de rosto delicado e rústico ao mesmo tempo, com bermuda e tênis (sem meia, eu acho), e camiseta branca com alguma camiseta "do it yourself" que lembro qual era. Ainda fazia cursinho e não sabia muito bem o que prestava, queria conhecer Gestão ambiental através de mim pra fazer a escolha. Eu era bem boba, não sabia agir, não tinha muito o que falar (não que muita coisa tenha mudado), mas você tava tão a vontade e espontâneo, aparentemente, que não foi tão desconfortável estar ali com você. E ainda achava que você ao me ver, não ficaria comigo, e se ficasse, seria só por falta do que fazer, e que não iria acontecer de novo.
Aí vimos um casal se beijando há uns dez metros de distância e você me disse "Olha, ele só quer comer ela."...eu dei risada e você disse "Vamos fazer o mesmo?", eu devo ter dito algo próximo de "tá bom" ou "pode ser". Nos aproximamos, eu ia partir pro beijo de verdade, e você deu só um selinho, meio constrangedor, mas eu ainda lembro. Depois já não lembro de muitos detalhes, mas nos beijamos de verdade, e não lembro nem se encaixou de fato de primeira. Nos despedimos no metrô, lembro que era com abraço forte e beijo, e que naquela hora exata eu pensei "putz, acabou e nunca mais vai acontecer". E não foi assim, saimos de novo, fomos ao centro cultural, eu tava com sono por causa da aula de francês pela manhã, e deitei em seu colo. Tudo muito no início ainda. E desde então os encontros foram recorrentes e tomava forma de relacionamento. Quando decidimos que seria aberto, eu não faço a menor ideia. Assim como não percebi a partir de que momento eu estava gostando de você. Você demonstrava coisas, eu achava muito bonitinho, mas eu nunca parava pra perceber se era recíproco, mas eu não precisa saber, eu simplesmente sentia. =D
Muita história rolou a partir desse primeiro encontro, muita coisa boa, novas descobertas, muita coisa ruim também, mas que eu penso como um grande aprendizado necessário.Não foi uma história perfeita, teve momentos muito amargos, principalmente pra mim, mas aceito a imperfeição resultado de nossa história. E sim, eu aceito. ^^

domingo, 7 de agosto de 2011

Quando você precisa de mim...

Eu sei que preciso organizar minha vida. Cada dia e cada hora, pra que o semestre passe, sem que eu veja e perceba, que seja indolor e que apenas acabe, simplesmente. Mas não posso fazer isso se você estiver precisando de mim. Mesmo que dormir mais cedo possa melhorar meu rendimento, se você precisar conversar com alguém de madrugada, eu vou estar lá, não por obrigação, mas por vontade, e vou tentar fazer melhor pra você se reencontrar de novo. 
Mesmo que eu pra eu conseguir ler e estudar tanta coisa e ainda dar conta da iniciação, se é que ela irá pra frente, eu precise de todas as minhas tardes pra se dedicar somente a isso, eu jamais vou recusar uma tarde de soneca ao seu lado ou uma noite de filme com pipoca em qualquer lugar. E nada disso por você estar triste ou não, nos faz bem em qualquer circunstância fugir da estupidez.
Isso não é comum da minha parte, mas eu tenho em mente que as coisas vão melhorar. Se conseguirmos encarar a parte chata, disfarçando bem a máscara social, e ir de mansinho seguindo nossos objetivos, imagino que chegamos lá. Ao menos a casa (Casa do Trópico de Capricórnio), acho que somos capazes de terminar, e olha que ela em si já representa muita coisa. Aí, o resto é detalhe, e depois, o resto a gente inventa. 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Half the man you used to be

Talvez seja assim que você se sente. Metade do que costumava ser ou apenas sem vontade de fazer aquilo que vinha fazendo. Eu posso interpretar isso como uma TPM masculina, uma alteração hormonal foda, mas eu sei que o sentimento é verdadeiro, e em determinado momento tudo é enfatizado loucamente, como acontece comigo. Não consegue-se ser racional, não consegue decidir o que realmente quer da vida, não consegue ser alguém suportável pra conversar, querer se isolar e ao mesmo tempo se expressar. É, se for tudo isso, acho que te entendo. E não adianta que eu esteja ao seu lado ou você do meu, nessas horas nada é suficiente. A boa notícia é que costuma passar e ninguém consegue passar tanto tempo assim triste. 
Eu costumo refletir os sentimentos daqueles que considero muito, e isso acontece demais com você. Quando tá muito feliz, eu acabo ficando também, e quando fica triste, eu me pego com o mesmo sentimento. Te ver feliz é muito bom, assistir seu sorriso sincero e bonito é algo que ninguém nesse momento pode me dar. E realmente eu não sei dar conselhos, é uma das partes mais difícies que alguém pode precisar de mim. I'm here right beside you. I will never leave you. And I feel the pain you feel when you start crying! and I love you...
(E se inicia o semestre. ¬¬)

sábado, 23 de julho de 2011

Will You Still Love Me Tomorrow? (Amy)

Eu me fazia tal pergunta sempre, até sob circunstâncias que ela não cabia. Quando não havia promessas, juras de amor, quase nada, arrisco a dizer que só havia pena. Tonight you're mine completely You give your love so sweetly Tonight the light of love is in your eyes...Eu sinto isso, e você faz questão de deixar claro, e no dia seguinte você ainda está lá pra dizer o mesmo. Mesmo sabendo que isso não é pra sempre, eu devo contemplar aquilo que está acontecendo, e aproveitar ao máximo. E toda saudade que eu senti eu posso matar agora. Não vou esquecer o quanto tudo foi tão duro, até mesmo porque eu deixei que fosse tão forte assim. E é por isso que hoje tudo tem um gosto tão doce. Porque alegria compartilhada é alegria redobrada. Eu sei que pelo menos por um tempo, você me amará amanhã. E no dia em que não amar, tudo bem, eu vou tentar ser forte e guardar todas essas coisas boas. 
To know know know him
Is to love love love him
Just to see that smile
Makes my life worthwhile
To know know know him
Is to love love love him
É, eu amo!E...
I'll be good to him
I'll bring joy to him
Everyone says there'll come a day
When I'll walk alongside of him
E hoje eu caminho. ^^
E tenho de volta aquele que tropeça em meus móveis e não preciso mais procurar. 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dolce far niente!

Há uma certa sensação de fluidez agora. Finalmente férias, e eu incrivelmente passei em todas as disciplinas sem pegar rec ou precisar de sub! Inacreditavelmente, um alívio sem palavras. 'Família' viajou pra longe, e até bateu uma leve vontade de ir junto. De ficar um pouco longe dessa maluquice e colocar tudo uma certa ordem possível. Mas tudo bem, há muito o que fazer, produzir e se divertir por aqui. 
Agora eu posso pensar em relaxar, posso deitar na cama no meio da tarde pra ler um livro por livre e espontânea vontade, ou posso deitar no sofá pra assistir desenhos engraçados. Fica à critério do que eu quiser, nada mais! Claro que eu até tenho o que fazer (ai essa iniciação fantasma), queria muito fazer, mas tá foda largar esse ócio puro e criativo pra lá. 
No terreno da casa do trópico de Capricórnio já arriscamos uma tentativa de coleta de água da chuva, isso se não roubarem nosso galão e nossa lona. Só esperando pra ver. Gostei do local, isolado e ao mesmo tempo próximo à cidade, vista pras montanhas, um céu bonito e um ar de interior no ar. O terreno é assustadoramente declivoso, mas fazer o quê, aceitemos o desafio e façamos do problema, a solução.
Estou à curtir um 'doce fazer nada', mas no fundo eu tô fazendo é aquilo que acho interessante e útil! Espero que rendam as aula de violão aqui do condomínio, e mesmo que eu não aprenda lá muita coisa, porque eu sei que eu nunca treino muito, eu posso ir fazendo mais contato com o pessoal e ter mais abertura pra algum projeto meu por aqui, enfim, só sendo otimista.
Que a viagem da minha mãe e da minha amiga mochileira sejam muito boas. Um dia será eu! *-* 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

The only exception

To see you when I wake up is a gift, I didn't think could be real, To know that you feel the same, as I do, is a three fold utopian dream. 
É, é a coisa mais linda do mundo acordar do seu lado, é absurdamente bom e me acalma. Eu esqueço de tudo, largo minhas responsabilidades, só pra tentar eternizar ao máximo a simplicidade do momento. 
Essa felicidade plena e absurda é tão extravagante que consegue me entristecer. Sim, isso mesmo, me deixar triste. Porque eu já presenciei tudo isso ao seu lado, toda essas alegria e amor que explodem nos seus olhos, e eu sei que um dia você mudou tudo e eu tive que aprender a ser sozinha de novo. E doeu muito, mas muito mesmo, e eu nem garanto que tenha aprendido de verdade. Eu imagina que um dia vá acabar, the love never lasts, and we've got to find other ways To make it alone or keep a straight face. E foi como se tudo isso não valesse a pena: Because none of it was ever worth the risk. Mas no fundo eu sei que desde o início você foi e é uma excessão
Me ver
Me achar
No seu olhar
Pra entender o que é o gostar.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Maio meu maio

Putz, nenhum post em maio. Vim no 45 do segundo tempo pra tentar não deixar passar em branco...
Foi um mês igual e diferente. Algumas ideias passaram a ir pra frente e serem executadas mesmo que não tenham um êxito absurdo. Mas os primeiros passos estão sendo dados.
Continuo na porra da Universidade, assistindo aula, se submetendo à autoridade do professor, perdendo tempo fazendo trabalhos e estudando para provas e com pouquíssimo tempo pra fazer o que realmente interessa. 
Um pequeno percalço no assunto da casa, mas tudo resolvido, quer dizer, os problemas só começaram, mas é aí que tá a experiência toda, porque se fosse pra vir pronta, que graça teria? 
Ainda tem o medinho de ser praticamente um casamento, e não só com o companheiro, mas com todos aqueles que irão morar junto. Mas imagino que o processo vai ser longo,  e extremamente complicado, e no meio de tudo isso acho que dará pra perceber se é uma boa escolha. Ainda somos jovens, fato, mas nada impede de que talvez isso não seja necessariamente algo precipitado, é algo a se verificar.
Eu sinto que cada vez mais estamos juntos, mas não no sentido grudento da coisa. No sentido de companheirismo mesmo. De estar do lado um do outro em qualquer situação, de ajudar e sempre tentar tolerar aquilo que mais te irrita e ser grudento quando for conveniente, e bonitinho. *-* (foda-se, sou apaixonada mesmo). Enfim, até as brigas amadurecem a parada toda. ;) Pois é, caminharemos lado a lado, uma questão de afinidade, música, dança, tempero e sabor, afeto, amparo, carinho e calor. Minha joia, minha vida, meu amor.
Junho será chato. Provas de cabo à rabo e aquilo de "é tudo ou nada" começa a valer! E nada da minha iniciação, essa porra toma todo o meu tempo. E não faço a mínima ideia de como parar esse trem, mesmo que eu contrua aquele futuro, ainda enche o saco pensar em todas as coisas estúpidas que tenho que aturar e vou continuar aturando...Eu vou surtar, com certeza, aguarde.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Good trip?

E eis que surge a oportunidade de pular uma parte da saga de um sonho coletivo. Com vários possíveis complicadores, mas a vontade sólida que surgiu a partir disso é extremamente válida. Imagino que se não for agora, procuraremos outro caminho. Por enquanto somos quatro, mas a tendência é aumentar, afinal, será difícil conciliar tanto trabalho duro. E também, precisamos da experiência de quem entende do assunto. 
Não trata-se apenas de uma fuga, trata-se de um instrumento de libertação, ativismo e união de valores. A construção disso talvez seja a única coisa que me estimule a seguir em frente com meu dia-a-dia estúpido. Sei que terão inúmeros conflitos, em toda as instâncias, mas eu escolho isso, a uma vida patética cotidiana e sem valor. Eu quero ver isso acontecer, e ser uma peça atuante dessa história. Há muita controvérsia, mas com o tempo eu vou tentar encaixar tudo aqui dentro.
Talvez também seja um suicídio do meu relacionamento tanta vivência, mas se sobrevivermos a isso, é um bom e belo sinal de companheirismo e tolerância. E ainda me impressiono como posso querer-te todos os dias como se fosse o primeiro.
Chega de tanta procura
Nenhum de nós deve ter mais alguma ilusão
Devemos trocar idéias e mudarmos de idéias
Nós dois
E se assim procedermos

Seremos felizes depois

Finalmente numa vibe mais: pobre de espírito aquele que não se aventurar, o comodismo é o mal parasitário, juventude perdida é o caralho, tenho muito mais a dizer.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Juro que nunca pedi por nada disso

A vontade de largar a faculdade ou de fazer com que as coisas mudem drasticamente me assola. O período do mês deixa meus olhos salientarem a agonia. Perto de tantos, reclamo de barriga cheia, mas tenho uma tendência intrínseca de estar insatisfeita, e não há de ser ingratidão. Eu queria um amor, agora que o reconquistei, reclamo de outras coisas. Talvez seja sensato dizer que enquanto eu me agoniava em não o ter, eu conseguia seguir a rotina sem me agoniar com o resto. Enfim, idiota. 
É tudo muito complexo, encantador de uma perspectiva e de outra, muito assustador. Não é só um curso superior, não é só minha vida, não consigo restringir a isso. O que neste mundo me traria a real felicidade? Eu posso até idealizar, como muitos idealizam a própria faculdade como um sinônimo de felicidade. E como boa egoísta, não me bastaria ser feliz sozinha no mundo. Eu preciso ver justiça.
Uma hora sua tolerância esgota e você quer que tudo exploda ou que exista uma solução fácil. 
Bom é ser árvore, vento: sua grandeza inconsciente e não pensar, não temer, ser apenas altamente...
Permanecer uno e sempre só, e alheio à própria sorte.
Com o mesmo rosto tranqüilo diante da vida ou da morte.
E queria ter coragem de desistir. Tem hora que não dá pra resolver parcialmente seus problemas, as decisões parecem precisar ser amplas. Com que cara vou chegar na prova? Não sei. Agora eu só queria poder esquecer essas obrigações. Eu não quero mais. 

domingo, 13 de março de 2011

Paciência

Recorro aqui sempre que há muita coisa explodindo na mente e que precisa ser organizada em palavras, pois de certa forma as vezes dá a impressão de que as coisas ficam mais claras.
Resumidamente, acho que não vejo mais nada de bom em fazer curso superior. Virou um estorvo, uma chatice, algo feito pra me atormentar. Tem que aprender o que está estipulado e seguir cronogramas que não respeitem um terço do que eu quero fazer. Eu me interesso pelos conteúdo, pelo conhecimento, mas não gosto da forma estúpida que tenho que me submeter. Eu não quero nada disso. Talves eu até posso suportar, mas há momentos que você quer jogar tudo fora, perde a paciência com tudo, quer que algo aconteça, quer fazer do seu jeito, mas não controlamos o andamento do mundo. Enquanto o tempo acelera e pede pressa, eu me recuso, faço hora, vou na valsa. Mas até quando eu posso fazer hora? A tendência é piorar, as datas ficarem mais apertadas, eu ficar mais agoniada e menos feliz. 
Eu adorei minhas férias, e não é por preguiça e falta de energia pra nada, é porque foram produtivas: eu li muita coisa e sobre o que eu estava afim de ler, e com certeza aprendi muito, vi documentários, filmes, comecei com ativismo, discuti ideias, mudei de ideia, aprendi muita coisa vivenciando. Foi muito próximo do ideal de felicidade 'intelectual' que eu consegui atingir, e me sinto extremamente ameaçada pelo início do ano letivo. Lá vou eu ser corrompida pela idiotice da vida acadêmica. Enquanto todo mundo espera a cura do mal. E a loucura finge que isso tudo é normal. Eu finjo ter paciência.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Prontidão.

Quase um mês sem postar nada por aqui. Até tô com saudade. Bastante coisa tem acontecido. Ativismo corriqueiro, novas tentativas, reflexões. Também novas briguinhas desimportantes mas que desgastam um pouco. E agora, uma certa ideia que não sai da minha cabeça: a ideia de que ele pode gostar de mim não pelo que eu sou de fato, mas pelo que faço por ele, pelo apoio que dou a ele em quase tudo que ele quer, por ser um ombro que nunca se ausenta e está sempre ali pra amparar. Eu sei, talvez o amor seja isso, mas isso não pode ser o principal. Neste momento, não me lembro de ter tido mais momentos em que me admirasse pelo que eu sou, mas momentos em que lembrasse e valorizasse a força que eu posso te dar. Um tremendo amor baseado em egoísmo. E como já devo ter escrito, amor não há de ser uma questão de merecimento, pois embora eu mereça, você não pode me dar o que não tem aí dentro. Eu quero muito ter certeza de que não é isso. Talvez você não saiba responder, se chegar a pensar duas vezes, vai chegar a conclusão de que é isso mesmo. Mas o qu eu desejo de verdade é que não pensasse e dissesse exatamente o contrário, que não é isso, e que estou completamente errada. Não vai ser uma atitude fácil, mas se admitir que é isso mesmo, eu não posso mais deixar que tudo fique assim, você precisa perder pra entender que gosta, e se não gostar, eu aprendo que você nunca vai dar certo pra ficar comigo. Eu tenho minhas necessidades, meus momentos, e claro que valorizo sua paciência, mas talvez não seja só isso. Preciso que perceba algo além apenas do 'ter que me aturar e deixar pra lá o que eu reclamo quando estou de TPM'. Eu criei um monstro, deixei você se acostumar com o seu egoismo imperando na nossa relação (ou até mesmo na não-relação). E não posso me contentar só com o fato de você ter voltado pra mim e que de vez enquando diz que me ama quando dá na telha, se nas tuas atitudes tem demonstrado coisas diferentes. Isso não é conveniente e eu tenho que parar esse trem desgovernado. Eu não quero ter que dizer:
Tu já sabes eu não vou tar sempre aqui daquele jeito do início
Já não sou aquele cara sonhador que acredita nesse conto
Tá doendo assumir que acabou
Que eu já não quero mais esse papel
De fazer você feliz e estar sempre de prontidão
Não posso, nem devo me submeter mais a isso, se me incomoda, você saberá e terá que mudar, se é que você vai se importar se um dia eu acabar isso.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Infinitas possibilidades

Bastante tempo sem postar. É, ando fazendo tudo e ao mesmo tempo nada ultimamente. Bastante tempo de ócio e diversão, misturado com "militância" e obrigações. Digamos que está bem dosado. A militância ainda está limitada à protestos pacíficos no centro da cidade que até agora não têm surtido efeito nenhum, mas deve estar sendo bom pra divulgar os partidos políticos massivamente presentes. E minha sede é de coisa pior, aliás, o pior para o melhor, digamos assim, o tal dia do alívio.
Fazer trilha também tem sido  muito bom. Embora eu seja sedentária, eu aguento de boa o trajeto, mas altura pra mim é um medo, de verdade. Mas é muito bom reservar um dia na tua vida pra entrar no mato, andar, chegar numa cachoeira, olhar pro horizonte, observar a mata densa, atravessar o rio de águas frias. Ter noção da complexidade absurda que é o mundo, a natureza, nós mesmos, é incrível! É bom contemplar! Uma coisa que realmente quero fazer sempre que for possível. Colocarei meus pés em trilhas, pedras, manguezais...e contemplar as infinitas possibilidades, um olhar atento vai notar tantos detalhes pra se olhar.
As infinitas possibilidades do título também têm outro sentido. É quanto os projetos e planos pro ano, são muitas as opçoes, é complicado escolher o que priorizar, o que jamais pode ser abandonado, ou o que deve ser sacrificado para algo posterior. Estudar as matérias, o grupo de teatro e a iniciação são os três que não dá pra tirar do topo, o resto é que é difícil decidir. Não por uma questão de importância, mas realmente não sei o que vai caber na minha rotina e o que não vai. ''/ Bom, imagino que as coisas vão se encaixando até eu perceber que não cabe mais nada...É, vai dar tudo certo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

White liberal shit.

O monitor novo chegou, mas tudo aqui continua uma perfeita confusão. O que é necessário, o que é eficaz, o que faz sentido, o que fará a diferença, que diferença é essa, quais as consequências desejadas? Pois é, tudo à milhão na minha cabeça, e eu não consigo entender como pode ter tanta gente que tem absoluta certeza de que está no caminho certo e de que está fazendo realmente o possível pra alcançar nossos sonhos utópicos. Acho que não é bem por aí, a reação tem de ser pior, há de ter violência, há de ter caos; ao menos assim que eu imagino o início de um despertar coletivo, o esperado dia do alívio. Há um questionamento que deve ser feito depois dos questionamentos mais triviais, mas são poucos os que reconhecem tal necessidade. Ativismo é importante, mas agir por agir, só pra dizer que está engajado e não ficou em casa, não vai acrescentar quase nada; não venha me dizer que sou passiva porque fiquei em casa, porque na primeira bala de borracha, todos saem correndo. E ninguém pensou numa reação, ninguém planejou nada, mas guardem a raiva que lhes resta dos soldados do poder, pois uma hora você vai ter que deixar de se enganar e de ajudar o seu ego liberalista branco. Eu temo em dizer isso, como se eu soubesse muito do que estou falando, mas ANARCHY AND FREEDOM IS WHAT I WANT!

sábado, 8 de janeiro de 2011

O Arco-íris de Feynman

As coisas estão indo bem, até melhores do que o esperado. Não sei se reciprocidade no amor é uma questão de merecimento, mas não vou reclamar já que isso tem me favorecido. Não tenho registrado nada porque meu monitor resolveu dar problema. Consegui a façanha de aumentar minha média ponderada na faculdade. Portanto, boa parte das coisas estão indo bem. Ando lendo bastante, um dos maiores proveitos das férias. 
Vivo com dúvidas com relação ao meu curso superior. Cada vez mais me parece hipócrita e mercadológico. vou tentar descobrir se lido bem com exatas, Humanas? Só pra admiração, já descobri que não sei lidar muito bem nessa área. Acho que sou mais lógica.
Agora falando em lógica e em sentimentos um trecho do livro "O Arco-íris de Feynman" que acho muito bacana: [...] "Com ela aprendi que às vezes é preciso ser irracional. Isso não quer dizer que tenhamos que ser estúpidos, significa apenas que, em certas ocasiões e situações, a gente deve pensar; em outras, não. As mulheres representam o lado emocional da minha vida. E eu compreendo que isso também é muito importante. Às vezes é bom conhecermos a nós mesmos, mas às vezes não. Quando rimos de uma piada, se pensarmos um pouco sobre aquilo de que rimos, vamos acabar percebendo que, afinal, aquilo não era tão engraçado, era idiota, então paramos de rir. Não devemos pensar sobre aquilo. Minha regra é: quando estiver infeliz, pense a respeito. Mas quando estiver feliz, não pense. Para que estragar? Provavelmente você está feliz por algum motivo ridículo e, ao perceber isso, estragará tudo."
Este trecho veio em boa hora, estou feliz sim, e até quem me vê lendo o jornal, na fila do pão, sabe que eu lhe encontrei, e há muitos motivos racionais para temer ou pra que eu não tentasse de novo, mas não dá pra ignorar o quanto a situação me deixa feliz. E quer saber? É isso que importa. 
Ainda sobre aprendizados do livro: as montanhas, o horizonte, o mar, as rochas, o céu, a formiga, as estrelas, o rio e os arco-íris são lindos, e vou contemplá-los. 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Realidade de sonho

Foi hoje. Inesperadamente, com expectativas inversas, totalmente pessimista, que tudo se inverteu, pra minha felicidade. Agora de forma definitiva, sem enrolação, sem medo de encarar as dificuldades e assumindo o que pode dar certo ou errado. Eu mal acredito ainda, acho que de tanto querer, isso ainda parece um sonho. Não quero pensar em como chegou a essa conclusão e não vou ficar enchendo minha cabeça com a ideia de que foi só pra parecer feliz pra outra pessoa. Não, não há de ser isso. Há motivos pra essa decisão. Agora é hora de cantar "Adeus"...adeus a planos individuais, diminutos e pessimistas. Porque...
"Quando eu vivo esse encontro,
Eu digo adeus
Refaço os meus planos
Pra rimar com os seus
E a Basta a gente querer
Ser desta vez a melhor!"
Eu sei que nem tudo vai dar certo, mas estou tendo a chance de tentar fazer ser melhor.
De qualquer forma sempre preferi pensar que "um grande amor não se acaba assim, feito espumas ao vento".

domingo, 2 de janeiro de 2011

Let’s give us one last chance...

É, tem dias que a gente sai da realidade e vive momentos ideais, tomados de perfeição e satisfação. Você abandona o mundo, até quem não devia e não queria, só pra ter isso, pois não sabe quando isso vai poder acontecer de novo. E é em cada detalhe, cada olhar, cada toque, que se percebe que era exatamente ali onde você queria estar naquele momento. Saber dosar a distância e a vontade, pra não enjoar, pra não desgastar, e sempre querer se manter ali, do lado de quem você está. Nenhuma palavra precisou ser dita, nada precisa ser descrito, não há tempo para isso, temos apenas que sentir. Desconfiar que é recíproco é só mais uma parte importante deste gosto doce que um dia experimentamos, e eu só espero que isso não seja ilusão. Eu tenho receio dos planos que tenta formular, sempre falando no plural, como se fôssemos um só ou como se quiséssemos realmente a mesma coisa. Acho que posso me atrever a dizer, que nesse tempo todo que eu fiquei distante, apenas te observando enquanto você tentava me ensinar a andar sozinha, que eu aprendi a pensar em planos individuais, sem te incluir como algo indispensável. Eu apenas desejo que se ela tentar voltar, mesmo que com muito esforço, você negue, mesmo que seja por orgulho e não porque eu existo, eu apenas não quero viver aquilo de novo e eu não mereço apenas a sua piedade. Seja de quem te merece! Paixões são intensas, mas não foram feitas pra durar, e o que temos é cumplicidade, amizade, respeito e tolerância, e eu gosto de chamar isso de amor.

"You can break my heart in one or two or in a zillion pieces
You can bring me down. You can take me high and fly
Oh boy, we still have one last dance
Let’s take it. Let’s give us one last chance" (Pethit)

Será a terceira chance?