domingo, 30 de dezembro de 2012

Danos morais: Maias

Venho por meio deste (post) publicar como me sinto após o mundo não ter acabado. Pois é, as interpretações incoerentes do calendário Maia podem ter levado muita gente a acreditar que o mundo realmente iria acabar no dia 21 de dezembro de 2012. No entanto, obviamente, ele não acabou. E por isso, acho que os Maias devem nos indenizar por danos morais, por todo pânico que devem ter causado, por sermos obrigados a ver milhares de publicações sobre o fim do mundo com piadinhas repetitivas, para no fim, estarmos aqui, terminando mais um ano com um fim do ano com data marcada, que falhou.
OK, parei, brincadeira! Como algumas pessoas já sabem, o que acaba no dia 21 de dezembro deste ano não é o mundo, mas uma das eras do calendário dos Maias. Ou seja, encerra-se uma era e inicia-se uma nova. Na prática, não sei o que isso quer dizer. rs 
Mas já que a vida continuou...vamos àquele momento clichê de fazer um balanço do ano e pensar no ano seguinte (e olha que não costumo fazer isso). 
Bom, apesar de ter sido mais um ano que a faculdade ocupou a maior parte do tempo eu consegui fazer outras coisas que foram importantes. Eu comecei a treinar Rugby na faculdade, como já falei em um post, e agora já posso dizer minhas impressões sobre a experiência. Aprendi muito, sério, sem clichezice, e principalmente sobre mim, meu corpo, meus limites. Não posso dizer que gostei de todas as pessoas que passei a conviver nos treinos, mas posso dizer que a maioria fez valer a pena. As piadas e a postura machista dominante ainda irão me incomodar. Participei de campeonatos esporádicos, fiz parte de uma conquista do time feminino e fiquei muito feliz por isso. Eu gosto de ir aos treinos, mesmo sendo ao sol do meio-dia, sempre muito forte, mesmo atolada de coisas, ir ao treino sempre valia a pena. Vale salientar que não jogo bem, sou descoordenada, não corro rápido, não sei empregar força muito bem, mas, não sei porquê, eu nunca desisti mesmo imaginando que todos me achassem inútil ali. 
Então, no fim do ano, a atlética solicita às modalidades que escolham seus melhores atletas do feminino e masculino. Surpreendentemente, o treinador me escolheu. Eu não falei com ele sobre isso ainda, mas é óbvio que essa escolha não foi pautada em porte físico, bom desempenho em jogos ou coisas assim, acho que foram critérios de dedicação ao time, presença nos treinos, nos jogos. Eu quase não acreditei nessa escolha, me senti muita compensada, porque mesmo sendo muito ruim, eu estar ali representava alguma coisa, não só pra mim, mas para time. É basicamente como se todo esforço que fiz pra estar lá feliz e disposta nos treinos, pra errar e tentar de novo, pra tentar convencer a mim mesma que eu não seria uma grande jogadora de rugby, mas que eu superaria meus limites. 
Além do rugby, tentei frequentar o Coral da faculdade. Esse foi mais complicado, não pelo conteúdo, mas o horário era inconveniente e quando eu ia, não tinha aula ou não tinha contingente suficiente pra aula. Acabei desistindo aos poucos, infelizmente, pois haviam motivos especiais pra eu estar lá. 
Mais um ano de namoro, muitas brigas, mas também em vários âmbitos houve amadurecimento. Eu ainda tenho muita coisa pra mudar, mas o processo é lento. Morar junto, neste momento e nas circunstâncias que experimentamos, não deu muito certo. Talvez daqui um ano, numa casa melhor, com maior renda e melhor localizada a gente decida mesmo por essa alternativa. 
Não espero muito de 2013. Será mais um ano que a faculdade promete me sugar. Ainda mais que agora preciso me preocupar com relatórios e TCC. Estou cogitando tentar um intercâmbio para Portugal ou França, mas é uma decisão complicada. Espero que mesmo atolada de coisas pra fazer eu consiga, pelo menos no início, fazer teatro, canto e rugby, pra me libertar um pouco da academia. 
Quero aprender a editar vídeos, e a partir do pretexto de ter um vlog fazer coisas que enrolo há muito tempo. 


Olha ali, quem tá pedindo aprovação
Não sabe nem pra onde ir
Se alguém não aponta a direção
Periga nunca se encontrarSerá que ele vai perceber?
Que foge sempre do lugar
Deixando o ódio se esconder
Faz parte desse jogo
Dizer ao mundo todo
Que só conhece o seu quinhão ruim
É simples desse jeito
Quando se encolhe o peito
E finge não haver competição
É a solução de quem não quer
Perder aquilo que já tem
E fecha a mão pro que há de vir.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Não há tempo para o amor

Ah, os relacionamentos. Tem horas que nos perguntamos: pra que mesmo eles servem? Não sei, só sei que dão muito trabalho.
Eu já li muitos textos sobre amor livre. Teoricamente dá pra se convencer de que é a alternativa mais sensata, juta e feliz. Mas aí depois de se fuder muito, você percebe que não é pra todo mundo. Quer dizer, pior ainda, que não é pra você. Não saberia eleger os motivos disso, se foi por condicionamento social a ter uma relação fechada e normativa, se é da minha natureza, sei lá, muito complexo.
Talvez, daqui uns anos, eu me canse dos encargos de um relacionamento fechado e esteja melhor preparada pra uma relação aberta. 
Enfim, este nem era o assunto. Não estou muito bem por ser fim de semestre e por outras coisas que acontecem pra mudar meu humor sinergicamente. Uma dessas coisas são questões da relação.
Além da rotina um pouco exaustiva e escrota, venho perdendo algumas vontades. Aquelas que fazem muita diferença pra uma relação.
Não é nada que me queira fazer terminar, mas é um indicador de que algo tá precisando mudar. Mas não sei dizer o que é ao certo.
Sobre o fim de semestre, já estou tão consumida por isso, que mal consigo ficar sonhando com todas as coisas que poderia fazer nas férias, simplesmente porque sei que não farei nem um terço delas, há pouco tempo pra isso. Também porque terei obrigações em plenas férias que vão me exigir tempo e dedicação. No fim, se nem as férias é capaz de me animar, é porque perdi muito a vontade de continuar vivo ou de viver, o que são coisas diferentes.

domingo, 14 de outubro de 2012

Nobody said it was easy

Quando bate um grande desespero e você já não sabe o que pensar sobre o amor.
Mesmo sabendo que não faz sentido, você deseja não passar por isso.
Você não quer mais ter alguém especial pra ter por quem sofrer quando tudo dá errado.
Você quer acabar logo com toda essa merda, e tenta ignorar todos os momentos bons, pois eles se tornam torturas pra você.
Então, você pensa que tudo seria melhor sem ter que passar e sentir todo esse drama.
Quando seu silêncio machuca mais do que qualquer briga. E começa-se a desejar me silenciar como resposta. Mas é quase impossível controlar. =/

Eu preciso de você, mas queria não precisar, nunca!



Is it over yet?
Can I open my eyes?
Is this as hard as it gets?
Is this what it feels like to really cry?

sábado, 13 de outubro de 2012

Let's go back to the start.


E eis que mais umas brigas viram uma fase crítica da relação. E quanto mais tempo passa que estamos juntos, mais complexa as relações se tornam. Mais complicadas se tornam as decisões, a quantidade de coisas em jogo, o turbilhão e acúmulo de sentimentos e fatos que nos cercam. 
Até que ponto deveríamos ficar juntos? Até que ponto não estaríamos forçando a relação, sem sermos tão felizes quanto o desejado. Até que ponto pensar em terminar não é exagero, já que temos tanto construído? Qual seria nossa resiliência? Jamais haverá uma resposta definitiva. A cada momento eu penso de forma diferente sobre isso: é muita coisa em jogo, é complexo e mais do que tudo, é doloroso. 
Tudo que passei pra estar do seu lado novamente, não deveria ser em vão.
Tudo que passamos pra estarmos juntos até hoje, não deveria ser em vão. 
Tudo que nos preparamos pra viver no futuro, não deveria ser em vão.
Mas há tantas coisas que nos impulsionam a encerrar...A vontade de viver outras coisas, com outras pessoas, em contextos diferentes. Nossos futuros que não parecem convergentes, a princípio. Nossos sonhos não muito parecidos. Nossos humores, A maneira como lidamos com diferentes situações. 
No geral, há muito a se perder, e há muito a se ganhar. Mas não há ciência pós-normal que dê conta dessa tomada de decisão. 
De uma forma ou de outra, diante das mudanças, uma das coisas que eu desejaria era voltar a sentir o que sentíamos nos primeiros encontros, ou mesmo no ápice da relação. 


Do not speak as loud as my heart.
Tell me you love me,
Come back and haunt me,
Oh, when I rush to the start.
Runnin' in circles, Chasin’ tails,
Comin' back as we are.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ai se um dia você fosse minha....

É...eu nunca irei te ter. Nem ao menos tocar. Te vejo todos os dias, olho tuas fotos, imagino histórias, mas isso não é nada, não levará a nada, só me deixará na ilusão de que algum dia eu poderia me aproximar de você. E mesmo que eu não fosse o seu tipo, você iria gostar de mim pelo que eu pudesse demonstrar de mim pra você, que eu teria algo que te cativasse, independente de minha beleza física ou do fato de não gostar de Beatles. 
Aliás, eu queria poder chegar em você e dizer que não gosto de Beatles, fazer alguma piada e você achar engraçado, mesmo que seja sua banda favorita. Eu fico imaginando você indo nas tuas festas, e no dia seguinte, me ligando porque sentiu minha falta, mas dizendo que entende que eu não vá muito às festas com você. 
O lado bom é que na minha imaginação eu posso criar uma variação enorme de histórias para nosso romance. O lado ruim é a frustração de que nem 0,001% do que eu imagino se tornaria realidade. 
E me resta te observar e imaginar, sutilmente.
Enfim, você jamais repararia em mim, conversaria por horas, beijaria ou se relacionaria por muito tempo...mas eu gosto de você, sua linda.

Ai se um dia
Você fosse minha,
Você fosse minha,
Menina. 

domingo, 30 de setembro de 2012

You are not useless

Repetindo a música. Mas em outro contexto, eu acho.
Eu não posso controlar minhas frustrações em épocas tão críticas. Acabo descontando em você.
Não adiantará pedir desculpas, você sabe e eu sei que eu farei de novo. Porque a sensação se repete. A sensação de que não sei onde me situar, pra onde seguir. Eu ainda não achei meu lugar e acho que aqui não me sinto segura. 
É difícil não falar com você, me força a falar com outras pessoas, pra não me sentir tão só. Mas assim eu posso fazer companhia pra quem também se sente só. 
Talvez eu esteja precisando viver mais tempo sem você, independer menos dessa companhia. E tentar encontrar meu lugar, que não sei se é tão perto de você.
Me sinto tão inútil por não conseguir fazer o mínimo que eu deveria. 

I'm going away for a while
But I'll be back, don't try to follow me
'Cause I'll return as soon as possible
See I'm trying to find my place
But it might not be here where I feel safe
We all learn to make mistakes

Obrigada por tudo que você tem sido, você não é inútil, embora eu faça você pensar isso. O problema não é com você e eu tenho que resolver sozinha. E eu volto assim que possível.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Meu príncipe, meu hóspede, meu homem, meu marido

Vivo tentando manter maior estabilidade com relação as minhas obrigações: faculdade e pesquisa. Mas sempre tem um momento que aperta, mesmo que não sendo mais aquelas crises que você dimensiona muito, e acha que conseguirá mudar tudo depois dela. Mesmo você sabendo que vai acabar estudando pra prova senão depois vai ser muito pior ter que estudar mais pra próxima. 
Enfim, naquele momento em que você deveria ligar o automático sempre vem uma reflexão tomar conta da tua mente. E essa parte foi o mais do mesmo.
Agora vem a parte da transição: sair de casa. Morar com o namorado na minha idade pode ser a coisa mais precipitada a se fazer, mas não há nada que me garanta que tudo está condenado a dar errado. Vamos pagar pra ver no que vai dar. Eu temo que termine de forma terrível, aliás, eu temo que termine, porque eu gosto muito de sua companhia e de estar do teu lado, é difícil assimilar a ideia de terminar isso de novo. 
Eu até queria acreditar no pra sempre que se diz, mas eu acho intangível, distante, árduo e improvável. Mas não impossível. 


Case-se comigo
Case comigo
Eu quero dizer pra sempre
Que eu te mereço
Que eu me pareço
Com o seu estilo
E existe um forte pressentimento dizendo
Que eu sem você é como você sem mim

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Projeto Minuto na Estrada

Vou fazer uns vídeos simples como registro das viagens, mesmo que poucas, que eu fizer.
Projeto Minuto na Estrada!

Tudo que eu deveria...

Eu devia ser menos chata...falar mais alto, ter mais confiança, ter menos medo.
Eu devia ser mais paciente, mais articulada, mais sociável.
Eu devia ser mais carinhosa com a minha mãe, tentar falar com meu padrasto, ajudar minha mãe a ter uma família.
Eu devia trabalhar, estudar, ganhar dinheiro, comprar coisas, uma casa, um carro, talvez casar.
Eu devia estudar aquilo que quero, aquilo que eu simplesmente quiser, mas ao mesmo tempo devia estudar o que aprendo por obrigação.
Eu devia me dedicar mais na pesquisa, devia escrever meu projeto, devia desistir do projeto, devia me dedicar a permacultura, pesquisando ou não.
Eu devia ser menos ciumenta. Eu devia não fazer ele sofrer, eu devia me esforçar mais pra não magoá-lo, eu devia ser menos egoísta.
Eu devia pensar mais antes de falar, devia ser menos arrogante. Eu devia não pensar em pessoas com as quais eu nunca estarei do lado e que nunca saberão quem eu sou.
Eu devia comer menos e fazer mais atividade física.
Eu devia andar de bicicleta e ter menos medo disso.
Eu devia ser mais simpático com meus vizinhos.
Eu devia falar com meu pai, visitar minha vó e minhas tias. Devia saber quem é minha irmã.
Eu devia ficar menos tempo na internet e não me apegar a futilidades.

Eu devia muita coisa, mas não faço metade porque perdi a esperança de que o panorama melhora se você se esforça. O mundo continua o mesmo. É difícil transformá-lo.

domingo, 15 de julho de 2012

Misguided Ghosts

Não há uma motivação especial para o post, é apenas uma tentativa de definir o momento atual. Mais uma vez, algumas coisas continuam as mesmas, outras mudam aos poucos. 
Eu devia ter feito tudo isso em posts separados, são muitos assuntos. 
Bom, o fantasma do futuro assombra o tempo todo, ele nunca vai embora, eu nunca estou livre de seu peso. E a cada dia que passa ele se mostra mais impaciente, ele quer acontecer independente de como. E eu que tenho que administrar este "como".
Definitivamente não sei o papel na faculdade nesse futuro. No geral, as possibilidades são tão infinitas, realmente não sei definir aquilo que eu realmente quero e que seja realizável. 
Os sonhos têm mudado muito conforme o tempo, e minha desistência cada vez mais vulnerável. Me tornei mais bundona do que era. Já estou desistindo de uma ideia ou plano antes mesmo de de pensar. É um nível absurdo de desanimo, inconcebível, que me deixa anestesiada diante de tudo. Talvez eu já não esteja lidando tão bem com tantos conflitos internos. Conflitos ideológicos, morais, éticos, uma porrada deles. 
Essa emergência do futuro traz consigo uma carência de coisas pequenas, como ficar com as minhas amigas ou ter a Ju por perto. A questão é que ter as meninas por perto além de difícil já não é mais o mesmo, as pessoas mudam, as circunstância, os planos, o nível de intimidade. Vê-las me traz imensa felicidade, mas como um efeito colateral, deixa um vazio de que tudo aquilo não volta mais e de que não temos controle de mais nada. Amanhã pode ser que cada uma esteja em um pais, ou empregada, ou que desista da faculdade, é como se qualquer coisa fosse possível, e como se as possibilidades de que nosso futuro seja convergente fosse menos improvável do que nunca. 
É o mesmo o que sinto com relação a Ju. Me sinto na obrigação de aproveitar esses anos de faculdade que terei ao lado dela como aproveitei o técnico. Porque de alguma forma a gente já sabe que cada uma vai tomar um rumo. Eu já até posso sentir saudade antes mesmo de acabar. Mas de qualquer forma eu sei que vou levá-la pro resto da vida.
Além disso, tem outros conflitos que fogem um pouco da minha responsabilidade (ou não). Aqueles que se referem a minha suposta "família". Eu sei que por mais que doa ver minha mãe brigando, eu não sinto a mesma dor que sentia quando isso era com meu pai. No fundo, é positivo, significa que talvez a gente saia dessa situação. Mas eu queria que ela não tivesse que se machucar pra perceber isso. 
Todo contexto de conflito familiar faz-me lembra da minha única exceção, o qual ainda me faz acreditar em relações e no amor. Mas isso me leva a outro conflito: o de ir morar junto. Trocar o conforto de casa e o comodismo por se aventurar em um campo estranho lidando com outros conflitos maiores ainda. É querer sair de casa e querer ficar mais tempo junto mas saber o quanto isso pode ser nocivo pra própria relação, ou talvez comprometer um futuro que eu nem sei qual é. 
Eu não sei como sair de todos os conflitos, nem fugir eu consigo. Eu sempre me mantenho estática esperando que a situação passe ou que aperte mais até que eu tome uma decisão. Eu não consigo ter foco em alguma coisa. Na verdade, é como se eu estivesse ignorando tudo isso, a minha responsabilidade, os problemas do mundo, como se eu não quisesse mais pensar nisso por não acreditar mais em soluções. Escolhi ficar parada no olho do furacão e ver tudo ao redor ser derrubado. E algumas coisa pequenas nem conseguem mais me fazer tão feliz e completa como antes, elas são temporárias demais.  
I'm going away for a while
But I'll be back, don't try to follow me
'Cause I'll return as soon as possible
See I'm trying to find my place
But it might not be here where I feel safe
We all learn to make mistakes

And run
From them

domingo, 3 de junho de 2012

Viagem a trabalho

Eu devia ter postado antes, agora nem um momento tão apropriado pra falar do assunto, mas só pra registrar.
Finalmente a viagem da iniciação aconteceu. No geral, deu tudo certo. O lugar era lindo, as pessoas que nos receberam mais lindas ainda. Foi muito gostoso estar lá, mesmo que fosse trabalhar. Aliás, o motivo do trabalho fez com que expandisse muito mais as possibilidades do que eu iria ver em todos aqueles lugares. Vaquinhas malhadas são as coisas mais bonitas desse mundo. *-*
Por mais que eu entenda a justifica para se importar com o patrimônio material, com relação ao direito à memória, eu não consigo recepcionar isso. Eu me importo muito mais com o patrimônio imaterial, intangível, muito mais fácil de ser perdido. 
Eu falo desse patrimônio que está nas pessoas, no que elas sabem da história, do que elas viveram, do conhecimento popular. Não vejo sentido em tanto empenho pra conservar edificações se não houver esse conhecimento sendo passado também, ou sempre sendo considerado com desconfiança. Enfim, por pensar assim eu sempre fico com a sensação que estou fazendo algo muito mais inútil do que eu poderia presumir...
Tirando isso gostei de ver a paisagem, mas sei que teria sido muito melhor se eu tivesse verdadeiros amigos lá. 
E de qualquer forma, sem comentários sobre a nova crise da relação. ''/

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Keep calm and play RUGBY!

Post só pra registrar o momento atual, no qual eu estou treinando rugby e gostando muito. :) 
Apesar de ser muito ruim e ter minhas limitações, cada acerto é muito gratificante, e cada erro é uma lição ou vale a diversão. 
Também estou frequentando o coral! Minha paixãozinha platônica também (essa é a parte surpreendente). Sua presença é um pouco complicada, me faz e me faz mal. 
Eu também queria entender esses sentimentos, de amar muito meu companheiro mas conseguir nutrir este tipo de sentimento mais raso por outra pessoa por tanto tempo. Mesmo mantendo meu pé no chão e sabendo da improbabilidade que existe de eu ficar com ela e uma muito menor de que seja melhor que o que eu já construí com meu amor, as vezes ficar sonhando ou, mais simplesmente, me iludindo com isso acaba interferindo de alguma forma, fazendo com que não me sinto tão inteira na relação e etc. Mas é completamente ilusório, eu que estou criando isso, e eu só queria saber como matar o monstro que eu mesma criei, antes que ele me devore e eu acabe sem nada. 
Pensamentos bobos não podem me deixar esquecer de toda nossa história, do quanto eu gosto dele, do quanto a presença dele é importante em todos os momentos da minha vida.
Ainda sou uma perdida, quase recebendo bolsa, mas quase pedindo penico dessa vida. 
Eu só queria ter dinheiro pra viajar e morar com você. =/
Mas por enqaunto....

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Meu amor....mais uma vez....

É estranho viver o amor em um mundo de desamor. Parece egoista, diante  de tudo. Enquanto muitos estão terminando em uma fase complicada de relacionamentos longos ou recentes. nós estamos firme no que sentimos, ainda queremos estar juntos, ainda sentimos saudade, ainda nos abraçamos bem forte e dizemos "eu te amo" quando queremos como se fossemos um casal de dois meses de namoro.
Eu só queria que isso não acabasse...é tão bom, tão pleno, tão harmonioso. Doi só pensar que pode acabar, que o mundo conspira pra que as pessoas não fiquem por tanto tempo juntas. Mas eu quero ter força pra tentar fazer com que seja eterno, literlmente, ou pelo menos, enquanto dure.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Nunca

Agora sim...Nunca diga não pra mim, eu não vou poder trabalhar, conversar, descansar, sem o teu sim.
Pois é, eu que digo a coisa ruim e sou eu que fico muito mal com isso, enquanto você fica apático, pensativo e distante. Estar numa situação tensa com você é extremamente ruim, todas as outras coisas que não dão certo acabam tendo um impacto muito maior do que teriam se estivéssemos bem e eu pudesse simplesmente te ligar pra desabafar. É, eu sou sensível e precisamos um do outro. Bom, realmente me arrependi do que disse e tive medo das consequências: de você deixar de gostar, de se conformar ou qualquer outra possibilidade ao acaso, jamais direi tais coisas em vão. Tão difícil ficar sem conversar normalmente com você, não tem com substituir ou achar que tudo bem, dá agonia, dá saudade, dá tristeza. Afinal...In the end we are friends and lovers
Mas enfim, no "fnal" conseguimos nos acertar, pelo simples fato de nos gostarmos e nada mais. E então podemos dizer: Não, não é o fim, dure o tempo que você gostar de mim. Entre o não e o sim, só me deixe quando o lado bom, for menor do que o ruim.
Enquanto o amor durar, estaremos aí e espero que ele não morra. :)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Transgênero

Dias de crise sobre identidade sexual. Aquele momento em que você repercebe que sua atração por garotas continua como sempre maior que a atração pelo sexo oposto, e começa a questionar se isso pode ter um significado maior na sua vida e na sua identidade pessoal. Medo de estar se enganando com a relação atual, de não ser realmente aquilo que possa te fazer plenamente feliz em um relacionamento. Aí você afirma pra si mesma com convicção que embora não goste de garotas você gosta desse específico, ama ele, e isso é tudo. Depois disso você começa a perceber que muitas garotas que já se dizem lésbicas hoje, do tipo que não se relacionariam mais com homens definitivamente, já passaram pela mesma situação: de não sentir atração, mas tem um garoto específico pelo qual tem muito afeto e gosta de ter por perto, mas que depois descobriu que era realmente feliz quando ficava com garotas, e dai, pronto, descobre sua sexualidade. 
Entrei nessa paranoia, quase cai no impulso de terminar pra ver se depois consigo descobrir qual é a minha, se é isso mesmo, e assim manteria-o como um grande amigo que iria me ajudar muito seja quem eu fosse e talvez, muito talvez isso seria ótimo pro resto da minha vida. Mas eu não sou impulsiva e valorizo muito o que tenho e sinto por ele, e não fiz essa atrocidade. Ele ficou triste o suficiente só com o fato de cogitar a dúvida, até porque veio depois da crise de abrir ou não a relação pra pessoas do mesmo sexo, e claro que não fiquei um pingo feliz com isso e também sentia que não era tão simples assim, que ele poderia ser realmente uma exceção. 
Foi ai que vi essa imagem: 
Aliás, não foi depois de vê-la, mas ela me fez entender algum raciocínio que estava formulando na minha cabeça. Depois desses questionamentos você para pra pensar nessa coisa dos rótulos e dos papeis sociais, de quem é quem, e da obrigação de você estar em um dos lados da moeda e corresponder àquele papel. Se você for lésbica você tem que ter um comportamento menos feminino, ser menos delicada, se vestir como garotos, agir como garotos, e se for pensar, você só está reafirmando o sexismo da sociedade. Pode ser que boa parte delas realmente sejam assim, e seja natural, mas porque não cogitar que algumas acabam forçando porque é geralmente que "tem que ser", é o estereótipo e eu devo me encaixar. Acontece o mesmo com meu companheiro, ele tem comportamentos atribuídos como masculinos e outros mais afeminados, e por que ele deveria ser apenas um dos dois? Assim como eu brincava de boneca, mas cresci não querendo me vestir da forma mais feminina possível. São comportamentos e não apontam pro mesmo lado e além do mais, você vai mudando com o tempo, como você que adora uma calça e começa a descobrir que usar vestido é muito confortável. E então, com a imagem me identifiquei com o "trangênero", que é um rótulo sem rótulo, um híbrido, aquele que você pode ter comportamento feminino num dia e masculino no outro, que você pode se achar hetero em um e homo no outro, ou bi todos os dias, ou simplesmente nenhum, você apenas sente atração e ponto. Enfim, a grande conclusão foi deixar o coração escolher e não essa paranoia de gênero. Se nos amamos e estamos muito bem juntos, terminar por uma questão de estereótipo não seria digno de tudo que construímos e queremos construir. Claro que eu acho possível que estas pessoas que "se descobrem" e ficam apenas com o mesmo sexo são realmente assim, que elas realmente podem ser indiferentes a atração pelo sexo oposto, mas também acho possível que isso possa ser atribuído a uma noção invertida de patriarcado, de que quando você descobre que gosta do que não foi determinado pra você gostar dentro da sociedade, você logo entende, que você só gosta daquilo, é a ideia de que ou é um ou outro, que nos leva a  determinismos novamente. 
Por fim, eu amo um ser humano, este ser humano é do sexo masculino, mas isso não quer dizer que eu me encaixo no estereótipo de uma garotinha heterossexual, muito menos ele no estereótipo de machinho heterossexual dominante. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Recaída

Mesmo depois de dizer que ia mudar, eu não resisti, e não foi uma boa hora pra ler o que não devia. =/
O lado bom é que não cogitou traição literal, mas me citar no meio como "ela não pode saber" foi ridículo. Não consigo lidar com essa mania de manter o ego inflado, de saber quem você conseguiria pegar se estivesse solteiro, não, odeio isso. Eu posso ter isso, mas em doses muito pequenas e muito de vez em quando e evito esse tipo de coisa porque na minha cabeça posso estar iludindo terceiros a troco do meu ego, e partindo do pressuposto de que vou estar com você não futuro, então não seria necessário manter pretendentes, mas pra que, né? Burrice demais, estou perdendo meu tempo.
É horrível sentir essa raiva e tristeza e há pouco ter tentado excluir este sentimento da minha vida, mas fui fraca. Dá vontade de terminar, sem que você entenda, e desejando que você sofra muito por isso e que demore muito tempo pra se recuperar, mas esse sentimento de vingança não tem nada a ver com amor, e compreender isso é a pior parte. Como é difícil se convencer a não sentir algo, do contrário, amor é o que menos sinto por você. 
Péssimo concluir esse fracasso dos próprios sentimentos conflitantes com ideais. Não quero te ver ou conversar contigo até que isso esteja melhor resolvido comigo mesmo e não julgo que seja o bastante pra terminar, afinal, maior culpa disso tudo é minha de ter cultivado tanto ciúmes em tanto tempo, agora se você não me conta nada e esconde flerte por aí, tenho que lamentar as escondidas mesmo. 

Amor Livre

Depois de briguinhas e cenas um tanto ridículas, agora vou tentar mudar mesmo. Todo esse ciúmes está sendo ruim para ambos, pela raiva que me consome, pela paranoia sobre qualquer indício, pela ilusão de que você é minha propriedade, bem como, pela decepção da desconfiança, da insegurança e do rancor que você deve sentir. Não sei se consigo ir muito longe, as experiências passadas de amor livre não foram bacanas, e ainda não me sinto preparada para tal, preciso de um período de transição, acho que radicalizar causaria danos irrecuperáveis. 
"Love's another skin-trap, 
Another social weapon,
Another way to make men slaves 
And women at their beckon."
É difícil praticar aquilo que você entende na teoria, e isto vale para muita coisa. Sem ver-te como objeto, como algo só meu, ainda não vou compartilhar, mas pode ser um processo que estou iniciando. Eu sei que não saberia lidar muito bem (como nunca lidei) com você beijando e tocando outras garotas, assim como não saberia lidar com outras relações, ficaria tudo muito confuso, enfim, não seria algo excitante como deveria ser. Eu só quero te amar da melhor maneira, e teoricamente é a livre...Mesmo que sejamos monogâmicos por livre escolha.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O que a gente podia fazer

É, acho que preciso me expressar em algum lugar, lembrei desse cantinho, mas não sei exatamente o que dizer do momento. O humor das pessoas que eu gosto refletem muito no meu, não consigo me manter a mesma, se a pessoa está feliz, eu vou ficar feliz, mesmo que meu mundo não esteja em ordem. Se estiver abatido, também não ficarei bem assistindo isso. E dessa forma, eu nunca sei me colocar muito bem quanto aos meus próprios sentimentos, só quando é algo realmente insuportável. 
Eu sei que você vai conseguir o que quer, você costuma ter sorte, mais do que eu. Mas enquanto você estiver triste, eu também estarei e pouco conseguirei fazer o que tenho pra fazer durante esse período. Isso é ruim. = /
Seu fatalismo na hora errada...Isso dá vontade de ficar distante, e distante, e sei lá até que ponto...porque já que ninguém consegue estar feliz....E que acabe o diabo de pensar o que a gente podia ser. Não adianta planejar ou prometer nada, ainda tem muita coisa pra acontecer.