segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Fases


Quando adolescente, claro, que há a fase de curtição, que você quer ficar, beijar, transar com várias pessoas, sem distinção. Depois aos 20-25 anos querem ou se dedicam à conquistar uma estabilidade na vida. Arruma um emprego, estudar pra ter alho melhor depois, encontrar alguém com quem compartilhar isso tudo, ou pelo menos que sirva pra apresentar pra família, algumas das coisas que fazem. Quando conseguem isso, mesmo com suas dificuldades (não se dar tão bem com os estudos, tem um trabalho que te exige muito, ou uma companhia que não vale tanto a pena), consegue-se uma certa estabilidade em uma certa idade, mesmo que não seja lá exatamente o ideal. Aí, eles se dão conta de onde vivem de como podem melhorar, provavelmente já conseguem juntar uma grana, graças à estabilidade de vida, e começam a planejar uma vida mais tranquila, planejam comprar um sítio, com árvores frutíferas, um cachorro bobão, churrasqueira, e longe da cidade. Querem isso mesmo que seja só pra passar fins de semana, mas as vezes até querem fugir mesmo da cidade. 
Acho que pulei muitas fases e já quero partir pra fuga da cidade. Não tive a fase de curtição, quase não fiquei com ninguém na vida. Aparentemente eu sempre estive na fase de estabilidade, pra quem vê de fora minha vida parece bem certinha, planejada e que promete ser muito próspera, mas não é bem assim. O técnico, que foi o que me deu mais responsabilidade, foi escolhido sem querer, bem arbitrariamente, meio que por experimentação. Acho que tenho a mania de querer fazer tudo bem feito, e por isso foi bacana. Entrar na faculdade foi outra coisa sem querer, prestei só pra saber como era a prova, e bizarramente passou, e todos acham que sou super inteligente, e simplesmente não sei como aconteceu. Se eu arrumasse um emprego agora, pronto, seria a melhor garota da família. Mas eu só arrumaria o emprego pra conseguir a casa do Trópico, ou ao menos sair de casa. 
Não sei se um dia eu vou me arrepender de ter pulado tantas fases. Talvez eu realmente tenha outras prioridades, e tenha que viver momentos diferentes mesmo, nunca vou ter certeza. Talvez a Plebe me entenda:
Há uma espada sobre minha cabeça, é uma pressão social que não quer que eu me esqueça! Que tenho que trabalhar, que tenho que estudar, que tenho que ser alguém, que eu não posso ser ninguém.

sábado, 20 de agosto de 2011

3 anos!

Há três anos resolvemos nos conhecer pessoalmente. Eu lembro bem, sai da minha primeira aula ao ar livre da matéria de sistemas e ecossistemas e te encontrei na entrada da ETESP. À princípio nada de muito especial, não te achei feio, mas também não via o que te admirar. Um garoto de rosto delicado e rústico ao mesmo tempo, com bermuda e tênis (sem meia, eu acho), e camiseta branca com alguma camiseta "do it yourself" que lembro qual era. Ainda fazia cursinho e não sabia muito bem o que prestava, queria conhecer Gestão ambiental através de mim pra fazer a escolha. Eu era bem boba, não sabia agir, não tinha muito o que falar (não que muita coisa tenha mudado), mas você tava tão a vontade e espontâneo, aparentemente, que não foi tão desconfortável estar ali com você. E ainda achava que você ao me ver, não ficaria comigo, e se ficasse, seria só por falta do que fazer, e que não iria acontecer de novo.
Aí vimos um casal se beijando há uns dez metros de distância e você me disse "Olha, ele só quer comer ela."...eu dei risada e você disse "Vamos fazer o mesmo?", eu devo ter dito algo próximo de "tá bom" ou "pode ser". Nos aproximamos, eu ia partir pro beijo de verdade, e você deu só um selinho, meio constrangedor, mas eu ainda lembro. Depois já não lembro de muitos detalhes, mas nos beijamos de verdade, e não lembro nem se encaixou de fato de primeira. Nos despedimos no metrô, lembro que era com abraço forte e beijo, e que naquela hora exata eu pensei "putz, acabou e nunca mais vai acontecer". E não foi assim, saimos de novo, fomos ao centro cultural, eu tava com sono por causa da aula de francês pela manhã, e deitei em seu colo. Tudo muito no início ainda. E desde então os encontros foram recorrentes e tomava forma de relacionamento. Quando decidimos que seria aberto, eu não faço a menor ideia. Assim como não percebi a partir de que momento eu estava gostando de você. Você demonstrava coisas, eu achava muito bonitinho, mas eu nunca parava pra perceber se era recíproco, mas eu não precisa saber, eu simplesmente sentia. =D
Muita história rolou a partir desse primeiro encontro, muita coisa boa, novas descobertas, muita coisa ruim também, mas que eu penso como um grande aprendizado necessário.Não foi uma história perfeita, teve momentos muito amargos, principalmente pra mim, mas aceito a imperfeição resultado de nossa história. E sim, eu aceito. ^^

domingo, 7 de agosto de 2011

Quando você precisa de mim...

Eu sei que preciso organizar minha vida. Cada dia e cada hora, pra que o semestre passe, sem que eu veja e perceba, que seja indolor e que apenas acabe, simplesmente. Mas não posso fazer isso se você estiver precisando de mim. Mesmo que dormir mais cedo possa melhorar meu rendimento, se você precisar conversar com alguém de madrugada, eu vou estar lá, não por obrigação, mas por vontade, e vou tentar fazer melhor pra você se reencontrar de novo. 
Mesmo que eu pra eu conseguir ler e estudar tanta coisa e ainda dar conta da iniciação, se é que ela irá pra frente, eu precise de todas as minhas tardes pra se dedicar somente a isso, eu jamais vou recusar uma tarde de soneca ao seu lado ou uma noite de filme com pipoca em qualquer lugar. E nada disso por você estar triste ou não, nos faz bem em qualquer circunstância fugir da estupidez.
Isso não é comum da minha parte, mas eu tenho em mente que as coisas vão melhorar. Se conseguirmos encarar a parte chata, disfarçando bem a máscara social, e ir de mansinho seguindo nossos objetivos, imagino que chegamos lá. Ao menos a casa (Casa do Trópico de Capricórnio), acho que somos capazes de terminar, e olha que ela em si já representa muita coisa. Aí, o resto é detalhe, e depois, o resto a gente inventa. 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Half the man you used to be

Talvez seja assim que você se sente. Metade do que costumava ser ou apenas sem vontade de fazer aquilo que vinha fazendo. Eu posso interpretar isso como uma TPM masculina, uma alteração hormonal foda, mas eu sei que o sentimento é verdadeiro, e em determinado momento tudo é enfatizado loucamente, como acontece comigo. Não consegue-se ser racional, não consegue decidir o que realmente quer da vida, não consegue ser alguém suportável pra conversar, querer se isolar e ao mesmo tempo se expressar. É, se for tudo isso, acho que te entendo. E não adianta que eu esteja ao seu lado ou você do meu, nessas horas nada é suficiente. A boa notícia é que costuma passar e ninguém consegue passar tanto tempo assim triste. 
Eu costumo refletir os sentimentos daqueles que considero muito, e isso acontece demais com você. Quando tá muito feliz, eu acabo ficando também, e quando fica triste, eu me pego com o mesmo sentimento. Te ver feliz é muito bom, assistir seu sorriso sincero e bonito é algo que ninguém nesse momento pode me dar. E realmente eu não sei dar conselhos, é uma das partes mais difícies que alguém pode precisar de mim. I'm here right beside you. I will never leave you. And I feel the pain you feel when you start crying! and I love you...
(E se inicia o semestre. ¬¬)