sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ter que manter a vida mesmo sem ter um lugar

Aí que uma cantora que você gosta lança uma música que basicamente parece a trilha sonora da sua vida atual. E que além disso, as outras músicas do álbum também dizem muita coisa. 
Só uma amostra:
Tem que correr, correr
Tem que se adaptar
Tem tanta conta e não tem grana pra pagar
Tem tanta gente sem saber como é que vai
Priorizar
Se comportar
Ter que manter a vida mesmo sem ter um lugar
Daqui pra frente o tempo vai poder dizer
Se é na cidade que você tem que viver
Para inventar família, inventar um lar

E isso é só metade da música.
É exatamente assim que me sinto. Estou correndo sempre contra o tempo, pra fazer provas, trabalhos, pra poder ter um tempo disponível pra poder treinar e jogar rugby. Tentando fortemente me adaptar, esquecendo de vários ideais pra conseguir isso. E dentro disso tudo fica muito difícil decidir as prioridades. Eu adoraria estar fazendo teatro ou dança, mas não posso, fazer rugby já ocupa um certo tempo que tecnicamente eu não deveria ocupar na minha semana. Além disso, realmente não sinto que tenho um lugar, mas mesmo assim vou ter que manter a vida da forma que puder, mesmo que não seja a melhor possível. E óbvio que me questiono sobre morar na cidade ou não. Acho que já não estou disposta a me isolar do mundo, ir pra muito longe da cidade, talvez um cidade menor, que eu não ficasse morrendo de medo de ser assaltada mas que ainda tivesse como vir pra cidade. Aprendi que não dá pra ignorar a cultura em que fui criada, não adianta achar que seria fácil se acostumar com uma realidade totalmente diferente sem que não fosse um pouco traumático. Por mais bizarro que pareça, eu sei que sentiria falta do ritmo louco da cidade, de ter sempre muita gente por aí, de ter um acesso muito mais facilitado a peças de teatro, shows, livrarias, enfim, um tanto capitalista tais considerações, mas fui criada e vivo diante de tudo isso. Mudar isso do nada poderia me fazer sentir sozinha no mundo, mais perdida do que já me sinto, mais deslocada ainda. Estou divagando infinitamente, mas eu não consigo ter espaço pra conversar isso com as pessoas. Quanto mais eu tento decidir a vida, mais parece que estou perdida, que estou fazendo muita coisa em vão. Sério, não sei o que fazer e essa é uma mensagem para a minha pessoa do futuro, eu espero fortemente que você tenha encontrado um rumo, que ele seja desejável, não só baseado em se adaptar a sociedade. 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sem titúlo, sem conquista

Bom, me inscrevi em outro processo pra tentar intercâmbio pra Portugal. A resposta já saiu e não consegui. E sobre o primeiro processo, bom, eu sou tão azarada que além do meu curso não fazer mais parte das áreas prioritárias a partir deste ano, o edital que eu estava concorrendo foi cancelado!
Uma decisão surreal, provavelmente política! Sintoma de uma ascendente síndrome do país em crescimento econômico, que quer levar seus alunos de excelência para fora, mas de áreas específicas, tecnológicas. Que se foda as áreas humanas! Que se foda a gestão ambiental. E que se foda todos que não conseguiram fazer exames de proficiência pra poder se inscrever no programa, como uma última chance, antes do fim de nossas graduações.
Deu errado, e eu me sinto um lixo por isso! Eu poderia ter estudado francês e feito a prova de proficiência. Mas não fiz e me dei mal. ''/
Agora pelo menos não vou mais ficar perdendo tempo tentando acompanhar as novidades sobre o edital, e sobre os mil e-mails que outras pessoas receberam e eu não. Agora eu posso seguir com a vida acadêmica de sempre, estudando, fazendo trabalho e deixando as coisas realmente importantes como últimas prioridades.
Ao menos eu tenho o rugby pra me dar alguns momentos de felicidade. Espero realmente melhorar cada vez mais e aproveitar este penúltimo ano que posso jogar na faculdade. 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Status: a espera de um e-mail.

Aí que aos 45 do segundo tempo você resolve tentar intercâmbio pela faculdade. Pois é, eu me inscrevi para intercâmbio para Portugal. Confiando que minha média ponderada seria alta suficiente, que fazer Iniciação científica seria uma super vantagem. Mas não, o principal critério é a nota do ENEM. Uma prova que fiz há 3 anos, depois de um ano de ensino médio concomitante com o técnico, em que me dediquei majoritariamente ao TCC, não aos vestibulares. Felizmente, eu consegui obter a nota mínima para poder me inscrever, no entanto, a nota é muito baixa com relação a concorrência.
Então, a nota do ENEM como principal critério de classificação torna minhas chances de conseguir muito pequenas. Eis que a CAPES resolve fazer um transferência dos candidatos de Portugal para outros países. A primeira oportunidade foi para os candidatos que obtiveram notas no ENEM acima de 700. Bom, nesse contexto, eu perdi as esperanças. 
Nessa semana, os alunos com nota acima de 600 (meu caso) começaram a receber um e-mail semelhante. E adivinhem....eu não recebi. ÓTIMO...não!
Além de ficar muito estressada e olhar o e-mail constantemente a espera do tal e-mail, agora está difícil me concentrar pra estudar. Se eu estiver na internet fico olhando o grupo, o que as pessoas estão dizendo, o que houve com elas, todas as informações são importantes nessas horas. Se não estou na internet, fico com o sentimento de que estou perdendo alguma coisa.
A parte mais frustrante é perceber que o tanto que me dediquei a faculdade não está valendo muita coisa, basicamente quase nada. Minha média relativamente alta, não ter reprovações, ter lido todos os textos, estudado tanto para provas, virar noites fazendo trabalhos...enfim, nada adiantou de muita coisa. Então, acaba sendo mais um motivo pra não conseguir estudar, já que eu sei que no final pode ser que nada valha a pena. 
Estou com textos obrigatórios atrasados, listas atrasadas, não organizei completamente o cronograma, escolhi as matérias um pouco errado, não faço ideia de que matéria deveria trancar, se é que eu deveria trancar, não sei quando terminar a faculdade, não sei com quem fazer o TCC, não sei sobre qual tema fazer. Uma bagunça. 
Eu não sei se esse e-mail vai chegar, minha expectativa é que tudo realmente seja estranho, sem explicação e sem resultados inesperadamente bons. Só queria que o prazo passasse pra que eu pudesse seguir com outros planos que ainda tenho que construir.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Aquelas metas malucas e genéricas

Decide fazer uma lista de coisas aleatórias que gostaria de fazer antes de morrer. Não necessariamente elas devem ser cumpridas, pois eu posso mudar e não querer mais tais ideias. Também não há nenhuma de prioridade entre elas. Então lá vai...

Ler todos os livros de Game Of Thrones (o que inclui comprá-los).
Fazer um vlog (pode ser de leitura, discussões, culinárias, bobagens ou simplesmente pessoal).
Aprender a tocar baixo.
Ter uma banda de rock.
Fazer artes cênicas (graduação ou teatro amador).
Passar um ano sem contas em redes sociais populares.
Estudar Antropologia.
Cortar o cabelo bem curto.
Fazer academia por pelo menos 6 meses.
Viver em uma cidade pequena.

Deve ter muitas mais, eu vou editar quando lembrar.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Intersemestral nunca mais!

Final de Janeiro, semana passada fiz uma prova e quinta-feira farei outra. O nome disso é recuperação? Não! É intersemestral! Achei que seria legal adiantar uma única matéria nas férias, ainda mais se tratando de uma matéria que adoraria muito fazer! Mas, acho que foi ruim confundir faculdade com férias. São duas coisas que não deveriam se misturar. Ter que se ver estudando em pleno janeiro, ler textos, se concentrar em aulas expositivas longas, aula dobradinha, fazer atividades em aula em meio a burburinho constante, ir embora muito tarde e chegar mais tarde ainda na sua rua que não é muito segura. É, intersemestral, nunca mais. Valeu a experiência e espero que muito que eu passe, não é hora de estrear uma DP na graduação.
Hoje vi muita gente aleatória desconhecida e conhecida passando na faculdade. Aí bate aquela coisa de querer dar dicas pra pessoa ficar sabendo de tudo que vai ter que passar de muito bom e ruim. Mas nem sempre você tem essa intimidade pra sair dizendo o que pessoa deve fazer ou não. Você tem que guardar sua experiência pra você e deixar eles aprenderem por si.
Além disso, eu recebi uma pseudo boa notícia. Pseudo porque ainda não é cem por cento confirmada e porque representa só uns vinte por cento de um longo processo de muita ansiedade e incerteza. Por isso não contei pra ninguém sobre essa tentativa, nem pra pessoas muito próximas. Só quero contar quando estiver tudo certo. Não quero ter que compartilhar todo esse nervosismo de esperar todas as etapas se cumprirem. 
Mas, não há só boas notícias, meu companheiro não conseguiu pegar aulas pra lecionar este ano na rede pública. Ficou bastante triste e frustrado com isso. Enfim, precisamos de um plano B.
Bom, tenho uma intersemestral pra terminar, pra passar sem rec e o relatório parcial da Iniciação Científica pra fazer até o fim de fevereiro. Férias ótimas. 





Só que não!