domingo, 30 de dezembro de 2012

Danos morais: Maias

Venho por meio deste (post) publicar como me sinto após o mundo não ter acabado. Pois é, as interpretações incoerentes do calendário Maia podem ter levado muita gente a acreditar que o mundo realmente iria acabar no dia 21 de dezembro de 2012. No entanto, obviamente, ele não acabou. E por isso, acho que os Maias devem nos indenizar por danos morais, por todo pânico que devem ter causado, por sermos obrigados a ver milhares de publicações sobre o fim do mundo com piadinhas repetitivas, para no fim, estarmos aqui, terminando mais um ano com um fim do ano com data marcada, que falhou.
OK, parei, brincadeira! Como algumas pessoas já sabem, o que acaba no dia 21 de dezembro deste ano não é o mundo, mas uma das eras do calendário dos Maias. Ou seja, encerra-se uma era e inicia-se uma nova. Na prática, não sei o que isso quer dizer. rs 
Mas já que a vida continuou...vamos àquele momento clichê de fazer um balanço do ano e pensar no ano seguinte (e olha que não costumo fazer isso). 
Bom, apesar de ter sido mais um ano que a faculdade ocupou a maior parte do tempo eu consegui fazer outras coisas que foram importantes. Eu comecei a treinar Rugby na faculdade, como já falei em um post, e agora já posso dizer minhas impressões sobre a experiência. Aprendi muito, sério, sem clichezice, e principalmente sobre mim, meu corpo, meus limites. Não posso dizer que gostei de todas as pessoas que passei a conviver nos treinos, mas posso dizer que a maioria fez valer a pena. As piadas e a postura machista dominante ainda irão me incomodar. Participei de campeonatos esporádicos, fiz parte de uma conquista do time feminino e fiquei muito feliz por isso. Eu gosto de ir aos treinos, mesmo sendo ao sol do meio-dia, sempre muito forte, mesmo atolada de coisas, ir ao treino sempre valia a pena. Vale salientar que não jogo bem, sou descoordenada, não corro rápido, não sei empregar força muito bem, mas, não sei porquê, eu nunca desisti mesmo imaginando que todos me achassem inútil ali. 
Então, no fim do ano, a atlética solicita às modalidades que escolham seus melhores atletas do feminino e masculino. Surpreendentemente, o treinador me escolheu. Eu não falei com ele sobre isso ainda, mas é óbvio que essa escolha não foi pautada em porte físico, bom desempenho em jogos ou coisas assim, acho que foram critérios de dedicação ao time, presença nos treinos, nos jogos. Eu quase não acreditei nessa escolha, me senti muita compensada, porque mesmo sendo muito ruim, eu estar ali representava alguma coisa, não só pra mim, mas para time. É basicamente como se todo esforço que fiz pra estar lá feliz e disposta nos treinos, pra errar e tentar de novo, pra tentar convencer a mim mesma que eu não seria uma grande jogadora de rugby, mas que eu superaria meus limites. 
Além do rugby, tentei frequentar o Coral da faculdade. Esse foi mais complicado, não pelo conteúdo, mas o horário era inconveniente e quando eu ia, não tinha aula ou não tinha contingente suficiente pra aula. Acabei desistindo aos poucos, infelizmente, pois haviam motivos especiais pra eu estar lá. 
Mais um ano de namoro, muitas brigas, mas também em vários âmbitos houve amadurecimento. Eu ainda tenho muita coisa pra mudar, mas o processo é lento. Morar junto, neste momento e nas circunstâncias que experimentamos, não deu muito certo. Talvez daqui um ano, numa casa melhor, com maior renda e melhor localizada a gente decida mesmo por essa alternativa. 
Não espero muito de 2013. Será mais um ano que a faculdade promete me sugar. Ainda mais que agora preciso me preocupar com relatórios e TCC. Estou cogitando tentar um intercâmbio para Portugal ou França, mas é uma decisão complicada. Espero que mesmo atolada de coisas pra fazer eu consiga, pelo menos no início, fazer teatro, canto e rugby, pra me libertar um pouco da academia. 
Quero aprender a editar vídeos, e a partir do pretexto de ter um vlog fazer coisas que enrolo há muito tempo. 


Olha ali, quem tá pedindo aprovação
Não sabe nem pra onde ir
Se alguém não aponta a direção
Periga nunca se encontrarSerá que ele vai perceber?
Que foge sempre do lugar
Deixando o ódio se esconder
Faz parte desse jogo
Dizer ao mundo todo
Que só conhece o seu quinhão ruim
É simples desse jeito
Quando se encolhe o peito
E finge não haver competição
É a solução de quem não quer
Perder aquilo que já tem
E fecha a mão pro que há de vir.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Não há tempo para o amor

Ah, os relacionamentos. Tem horas que nos perguntamos: pra que mesmo eles servem? Não sei, só sei que dão muito trabalho.
Eu já li muitos textos sobre amor livre. Teoricamente dá pra se convencer de que é a alternativa mais sensata, juta e feliz. Mas aí depois de se fuder muito, você percebe que não é pra todo mundo. Quer dizer, pior ainda, que não é pra você. Não saberia eleger os motivos disso, se foi por condicionamento social a ter uma relação fechada e normativa, se é da minha natureza, sei lá, muito complexo.
Talvez, daqui uns anos, eu me canse dos encargos de um relacionamento fechado e esteja melhor preparada pra uma relação aberta. 
Enfim, este nem era o assunto. Não estou muito bem por ser fim de semestre e por outras coisas que acontecem pra mudar meu humor sinergicamente. Uma dessas coisas são questões da relação.
Além da rotina um pouco exaustiva e escrota, venho perdendo algumas vontades. Aquelas que fazem muita diferença pra uma relação.
Não é nada que me queira fazer terminar, mas é um indicador de que algo tá precisando mudar. Mas não sei dizer o que é ao certo.
Sobre o fim de semestre, já estou tão consumida por isso, que mal consigo ficar sonhando com todas as coisas que poderia fazer nas férias, simplesmente porque sei que não farei nem um terço delas, há pouco tempo pra isso. Também porque terei obrigações em plenas férias que vão me exigir tempo e dedicação. No fim, se nem as férias é capaz de me animar, é porque perdi muito a vontade de continuar vivo ou de viver, o que são coisas diferentes.