É, tem dias que a gente sai da realidade e vive momentos ideais, tomados de perfeição e satisfação. Você abandona o mundo, até quem não devia e não queria, só pra ter isso, pois não sabe quando isso vai poder acontecer de novo. E é em cada detalhe, cada olhar, cada toque, que se percebe que era exatamente ali onde você queria estar naquele momento. Saber dosar a distância e a vontade, pra não enjoar, pra não desgastar, e sempre querer se manter ali, do lado de quem você está. Nenhuma palavra precisou ser dita, nada precisa ser descrito, não há tempo para isso, temos apenas que sentir. Desconfiar que é recíproco é só mais uma parte importante deste gosto doce que um dia experimentamos, e eu só espero que isso não seja ilusão. Eu tenho receio dos planos que tenta formular, sempre falando no plural, como se fôssemos um só ou como se quiséssemos realmente a mesma coisa. Acho que posso me atrever a dizer, que nesse tempo todo que eu fiquei distante, apenas te observando enquanto você tentava me ensinar a andar sozinha, que eu aprendi a pensar em planos individuais, sem te incluir como algo indispensável. Eu apenas desejo que se ela tentar voltar, mesmo que com muito esforço, você negue, mesmo que seja por orgulho e não porque eu existo, eu apenas não quero viver aquilo de novo e eu não mereço apenas a sua piedade. Seja de quem te merece! Paixões são intensas, mas não foram feitas pra durar, e o que temos é cumplicidade, amizade, respeito e tolerância, e eu gosto de chamar isso de amor.
"You can break my heart in one or two or in a zillion pieces
You can bring me down. You can take me high and fly
Oh boy, we still have one last dance
Let’s take it. Let’s give us one last chance" (Pethit)
Será a terceira chance?
Nenhum comentário:
Postar um comentário