Quando adolescente, claro, que há a fase de curtição, que você quer ficar, beijar, transar com várias pessoas, sem distinção. Depois aos 20-25 anos querem ou se dedicam à conquistar uma estabilidade na vida. Arruma um emprego, estudar pra ter alho melhor depois, encontrar alguém com quem compartilhar isso tudo, ou pelo menos que sirva pra apresentar pra família, algumas das coisas que fazem. Quando conseguem isso, mesmo com suas dificuldades (não se dar tão bem com os estudos, tem um trabalho que te exige muito, ou uma companhia que não vale tanto a pena), consegue-se uma certa estabilidade em uma certa idade, mesmo que não seja lá exatamente o ideal. Aí, eles se dão conta de onde vivem de como podem melhorar, provavelmente já conseguem juntar uma grana, graças à estabilidade de vida, e começam a planejar uma vida mais tranquila, planejam comprar um sítio, com árvores frutíferas, um cachorro bobão, churrasqueira, e longe da cidade. Querem isso mesmo que seja só pra passar fins de semana, mas as vezes até querem fugir mesmo da cidade.
Acho que pulei muitas fases e já quero partir pra fuga da cidade. Não tive a fase de curtição, quase não fiquei com ninguém na vida. Aparentemente eu sempre estive na fase de estabilidade, pra quem vê de fora minha vida parece bem certinha, planejada e que promete ser muito próspera, mas não é bem assim. O técnico, que foi o que me deu mais responsabilidade, foi escolhido sem querer, bem arbitrariamente, meio que por experimentação. Acho que tenho a mania de querer fazer tudo bem feito, e por isso foi bacana. Entrar na faculdade foi outra coisa sem querer, prestei só pra saber como era a prova, e bizarramente passou, e todos acham que sou super inteligente, e simplesmente não sei como aconteceu. Se eu arrumasse um emprego agora, pronto, seria a melhor garota da família. Mas eu só arrumaria o emprego pra conseguir a casa do Trópico, ou ao menos sair de casa.
Não sei se um dia eu vou me arrepender de ter pulado tantas fases. Talvez eu realmente tenha outras prioridades, e tenha que viver momentos diferentes mesmo, nunca vou ter certeza. Talvez a Plebe me entenda:
Há uma espada sobre minha cabeça, é uma pressão social que não quer que eu me esqueça! Que tenho que trabalhar, que tenho que estudar, que tenho que ser alguém, que eu não posso ser ninguém.
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