terça-feira, 8 de novembro de 2011

E minhas mandiocas?

Mais um fim de semestre e acontecimentos bombando pela cidade e dentro da Bolha. A democracia representativa, os abusos de poder, o mercado, a industrialização, os bancos, a desigualdade, nada disso nos representa, ou não representa aquilo que realmente precisamos. Ter forças pra construir seu ideal é a parte mais difícil, forças negativas de chacotas reaças, afazeres inúteis que tomam seu tempo, te fazem esmurecer e deixar de lado ou pra depois aquilo que é mais importante pra você, aquilo que você realmente quer pra sua vida. Trade off infinito, se eu não der conta logo de fazer o que tem que ser feito e deixar de procrastinar: só mais um fim de semestre, só mais três semanas alienada lendo e decorando coisas que esquecerei completamente no final do semestre...
Mais difícil do que debater com quem realmente se denomina seu inimigo ideológico, é debater com quem mal se interessa pelos assuntos, apenas vive sua vida privada garantindo um futuro melhor para si. É quase inútil debater com quem não entende seus objetivos de vida, que são totalmente opostos aos delas, e muitas vezes, nem entendem tal diferença. As vezes, no meio de discussões sobre a cidade, a universidade, a polícia, a política, os políticos, a mídia, eu me pego puta comigo mesma por não ver tanto sentido em discutir. Se a prática do que penso quase não se relaciona com lutas dentro da cidade, enfrentamento pacífico com policiais e etc, por que eu vou ficar discutindo isso? Deveria desprender meu tempo em outras coisas. Esse tipo de coisa só te deixa com raiva e dá mais motivos pra te zoarem depois, porque com certeza, o lado mais forte, ganhará. Talvez seja só o desejo, de que se um dia as pessoas souberem as verdades sobre os fatos, elas podem até pensar em me dar razão, puro ego! Devo parar com essa palhaçada!
E no meio de tudo isso, eu sempre chego a conclusão, de que eu só queria poder plantar mandiocas. Convencer  os outros a fazer o mesmo, ah, isso vai depender das circunstâncias, pois ainda há muita história pra rolar.

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